O que é Freeville, e quem são as suas poderosas rainhas?

R: Freeville é a minha pequena cidade natal, no elegante bairro de Finger Lakes, Nova Iorque (pop. 458). A minha família vive na Freeville desde 1790, e meu irmão, irmãs, e eu crescemos em uma fazenda nos arredores da vila. Crescer em Freeville me deu um intenso sentimento de conexão com as colinas e paisagem rural da minha infância, mas especialmente com as pessoas que povoaram meu mundo.

Minha filha, Emily, inventou a frase, "As poderosas rainhas", para descrever a nossa família, que é especialmente recheada de mulheres. Minhas três tias, duas irmãs, mãe, e inúmeros primos todos vivem em Freeville, e Emily e eu as vemos como grandes matriarcas, assessoras da vida, e companhias para todas as horas. Temos tido muita sorte por termos três gerações de mulheres em nosso círculo familiar.

Eu acho que muitas de nós temos Poderosas Rainhas em nossas vidas, e estas são as mulheres que nos põe para cima, nos dão uma certa dose de realidade quando precisamos, falam sobre as nossas escolhas de cortinas, dietas, e os homens, nos ensinam como fazer ganhar uma promoção, e nos dão um lenço pra enxugar as lágrimas.
 
Porque você acha que Freeville sempre a faz retornar a ela?

R: Permitam-me citar a minha prima, Nancy, que estava em pé na minha sala de estar olhando o trânsito complicado da Main Street em um certo dia de frio e neve, em janeiro. "Eu gostaria de não ter nascido aqui", disse ela. "Gostaria de ter nascido em algum lugar ensolarado e atraente, como Phoenix.”

"Mas somos daqui, e aqui é onde vamos ficar", disse, repetindo o mantra da família. Embora eu tenha vivido em Londres, Washington, DC, Nova York e Chicago, para mim, todos os caminhos levam de volta a Freeville. E a razão é simples. Eu sempre volto porque é a minha casa. Em minha cidade natal é onde me sinto mais conectada comigo mesma. Sentada na varanda de minha mãe, cercada pela família, sinto-me reconhecida. O tempo demora a passar. Às vezes parece até que está indo para trás. Emily e eu admiramos as nossas flores dos nossos vizinhos, andamos de bicicleta, comer o famoso frango no barbecue, conversamos, pensamos, e sonhamos.

Q: Em boa parte da sua carreira você se dedicou a descobrir sobre a vida de outras pessoas. O que a fez escrever sobre a sua própria vida?

R: Eu sempre tive uma grande curiosidade sobre as pessoas e sempre me atraída por histórias que exploram a realidade da vida das pessoas. Um dos prazeres de ser uma colunista que dá conselhos é que posso perceber detalhes importantes da condição humana. Conforme Emily foi crescendo, percebi que ela e eu fomos acumulando as nossas próprias histórias. Esse livro é uma crônica dos altos e baixos de uma vida comum. Vejo isso como uma história de amor, de verdade. Fico encantada com o pequeno pedaço do mundo que conheço melhor - e as pessoas que vivem nele - e eu estava ansiosa para descrevê-lo.

Enquanto escrevia minha própria história, comecei a descobrir as raízes do meu trabalho como colunista aconselhadora. Meus pontos de vista (e de confiança para compartilhá-los) cresceram muito

Q: Qual foi sua reação da família à notícia de que você tinha sido escolhida para substituir Ann Landers? Como eles se sentem com o fato de você escrever um livro sobre eles?

R: Minha família ficou chocada quando eu consegui esse emprego – muito chocada, e uma vez que o choque passou, eles começaram a caçoar de mim. É assim que acontece. Minha retaliação veio na forma de um livro em que eles aparecem como personagens contínuos, sempre comentando o andamento da história, como o meu próprio sábio e irônico teatro grego. Eles confiaram na minha gentileza e justiça e eu os agradeço por terem me dado material para escrever durante toda uma vida.
 
Q: Dar conselhos aos outros a ajudou a resolver problemas em sua própria vida?

R: Muitas vezes, quando tenho um problema, eu me sento e escrevo uma carta virtual. Escrever minha coluna me ensinou a ser mais ponderada nas minhas próprias nas minhas próprias ações e mais corajosa em minhas reações. Conclamo os meus leitores a serem assertivos quando se trata de atacar os seus próprios problemas. Acho que é importante que todos nós assumamos a responsabilidade por nossos erros. E eu tento fazer tudo o que eu sugiro que outros façam e de vez em quando, eu faço isso direito.

Q: Se você tivesse que dizer suas mais importantes palavras de sabedoria para a sua filha, Emily, em uma frase, quais seriam?

R: Tente. Quanto mais velha fico, mais percebo que minha escolhas mais ousadas são as que me dão mais orgulho. Já errei também, mas toda experiência é útil. Às vezes, estas falhas são úteis apenas como o remate de uma história, como o dia em que saí do banheiro com minha saia enfiada na calcinha durante um encontro, ou o dia em que perguntei a um homem, durante uma entrevista de emprego, se ele queria ir ao cinema comigo. Andei na corda bamba e vivi para contar a história.

Q: Quem você procura quando precisa de uma orientação?

R: Qualquer Poderosa Rainha que tenha a má sorte de atender ao telefone. Eu também tenho um grande amiga que é um pouco mais velha, mais experiente, e um pouco mais sábia do que eu. Ela ainda atende quando ligo, felizmente. Peço a sua opinião, ouça atentamente o que ela diz, e muitas vezes mudo de opinião dependendo do seu julgamento.

Q: Qual é a sua rotina como escritora?

R: A única rotina que eu realmente sigo é a de começar o dia muito cedo. Costumo me levanta por volta das cinco da manhã e trabalho na minha coluna no período da manhã. Escrevo sete colunas por semana, normalmente duas por dia, de domingo à quarta-feira. Na quintas e sextas, às vezes viajo - e é quando eu costumo tentar trabalhar em qualquer projeto extra que tenho. Além do livro, participo regularmente em dois shows no National Public Radio. Também produzo histórias para programas de rádio de vez em quando - é um trabalho feito com amor, de verdade. Nesse momento estou trabalhando em uma história para rádio sobre um pintor itinerante que viaja através do norte do estado Nova Iorque a cada verão, pintando celeiros. Eu o vi pintando um celeiro e uma vez que comecei a falar com ele. Eu sabia que ele ia ser tema para uma história maravilhosa.

À noite, saio com minha mãe e irmãs, minhas tias e primos, e minha filha. Jogamos e bebemos café.

Q: Que mensagem você acredita que os leitores tirarão de As Poderosas Rainhas?

R: Minha vida não saiu do jeito que eu pensei que seria, mas quando eu olho pra trás e vejo tudo o que vivi, percebo que minha vida realmente foi do jeito que eu esperava que seria.

A mensagem que eu quero passar com este livro é que estamos no nosso melhor quando nos conectamos positivamente com as pessoas em nossas vidas. Quero que as pessoas encontrem as poderosas rainhas (e reis!!!) em suas vidas, para comemorar com eles, e se relacionar com gratidão e alegria, ou, pelo menos, bom humor.

Q: O que está por vir pra você?

R: Meu pai, um fazendeiro que se casou muitas vezes e um itinerante apicultor, sempre começa o dia com uma bela expressão: "É melhor você fazer o feno enquanto o sol brilha." Isso é o que vou fazer. Vou continuar a escrever minha coluna aproveitar o resto da minha vida criativa e pessoal.







Termos de Uso   |   Política de privacidade   |   Fale conosco Agência FROG